quinta-feira, 24 de março de 2011

Capital: Kigali.
Cidades principais: Kigali (237.782), Ruhengeri (29.578), Butare (28.645), Gisenyi (21.918) (1991).
Idioma: francês, inglês e quiniaruanda (oficiais), quissuaíle.
Nuestra Señora de los Dolores de Kibeho (Ruanda)







* Religião: cristianismo 44% (católicos), islamismo 9%, crenças tradicionais 47% (1996).
Ruanda era o país com maior presença cristã da África, com 60% da população adepta à religião católica.

Em meio às ondas de massacres que marcaram a turbulenta história do país desde sua independência da Bélgica, em 1962, os templos religiosos sempre foram refúgios invioláveis, até 1994.

"Há uma evidência incontestável que líderes das igrejas anglicana, metodista, presbiteriana e católica estiveram envolvidos no genocídio", afirma a organização African Rights, acrescentando que sobreviventes do massacre denunciaram "cumplicidade direta e, às vezes, assassinatos" por parte de pelo menos outros seis religiosos que não foram detidos.

Duas freiras ruandesas foram condenadas pela Justiça belga a entre 12 e 15 anos de prisão por seu papel nos massacres.

No entanto, esta foi a primeira vez que um membro da Igreja Católica se sentou no banco dos réus do TPIR, que até agora só havia julgado outro religioso, o pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia Elizaphan Ntakirutimana, condenado a dez anos de prisão em fevereiro de 2003.

Outros dois padres estão detidos pelo TPIR à espera de julgamento: Hormisdas Nsengimana e Emmanuel Rukundo.
Os facões do ódio étnico: o genocídio em Ruanda  -
Mortos :
Corpos empilhados por trator do exército francês em Kilumba, Ruanda (1994)
Este genocídio teve fim em julho de 1994, quando a Frente Patriótica Ruandesa, uma guerrilha comandada pelos tutsis, expulsou os extremistas genocidas e todo seu governo provisório. As conseqüências do genocídio continuam a ser sentidas ainda hoje pois Ruanda ficou devastada, com centenas de milhares de sobreviventes traumatizados, a infra-estrutura do país arruinada, e tendo que manter mais de 100.000 criminosos nas suas prisões. Mesmo com o final dos conflitos, a unificação e reconciliação entre as duas etnias daquele país continuam sem acontecer uma vez que sem a avocação pelos atos de violência, a justiça não foi ainda cumprida.